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SAIBA MAIS...
O seguro é a maneira mais
inteligente de se prevenir e remediar eventos imprevistos. É uma atividade séria,
assentada em bases estatísticas sofisticadas. O desconhecimento a seu respeito
permite, porém, a disseminação de algumas afirmações incorretas. Há
pessoas, por exemplo, que pensam ser possível o resgate financeiro dos prêmios
pagos na hipótese de o segurado não ter sido vítima de nenhum sinistro.
Isso não é verdade por inúmeras
razões. Um dos pilares fundamentais da atividade seguradora é o mutualismo.
Trata-se de um sistema em que um grupo de indivíduos com interesses afins somam
suas forças para a formação de um fundo único, cuja finalidade é suprir, em
determinado momento, necessidades eventuais de alguns dos seus membros afetados
por um acontecimento imprevisto.
Como já foi exposto, os cameleiros
da Babilônia se organizavam de forma semelhante. O mutualismo tem um sentido
coletivo, ou seja, as cotas pagas por cada um, somadas, são as que garantem a
substituição do bem perdido. Para que isso ocorra, contudo, muitos segurados
que participam deste fundo talvez nunca venham a ser atingidos por um sinistro.
Mas quando o seguro é contratado não se tem uma bola de cristal. O objetivo,
sempre, é a prevenção de um evento futuro, que pode ou não acontecer. E se não
aconteceu para alguns, para outros ocorreu.
Em síntese: um homem com seguro
deve torcer para jamais utilizá-lo. Afinal, ninguém deseja que aconteça algo
de ruim a si mesmo ou a seus entes queridos. Todos nós sabemos que toda perda
é irrecuperável. E até mesmo na perda de um bem, pode existir um vazio
afetivo irreparável.
[O Seguro: Uma História de 33 Séculos][Saiba Mais]
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